Eu nãoo podia deixar de escrever hoje aqui. O dia dos pais foi ontem, mas quem merece uma homenagem [e essa mulher linda e maravilhosa que meu coração escolheu para ser minha esposa e mãe da minha filha (e do(s) próximo(s) também rsrsrsrs)
Não sei se ela já falou por aqui, mas o papai da Lara está sempre tentando o melhor para sua família, seja aproveitando novos desafios dentro da própria empresa, seja buscando oportunidades nos concursos. Após bater na trave no último do BNDES, eu achei que poderia tentar mais uma vez, agora na Petrobras, o que sempre foi meu sonho. Abriu edital, já vimos esse filme. “mo, vamos tentar mais uma vez?” ela: “vamos sim. O que você precisar estou do seu lado.” Leia-se aqui o significado do nosso diálogo “mo, não estou pra ninguém, não deixe ninguém encher minha cabeça ou me amolar até o dia da prova”
E lá se vão quase 2 meses de estudos intensivos o que significa que chego em casa, tomo banho, estudo até não conseguir mais ficar acordado e todas as minhas responsabilidades com ela, a pequena Lara, e a casa ficam todas com ela. E aos finais de semana faço um curso baseado em resolução de questões de provas das 8 às 19.
É uma situação horrível, morrer de saudade das duas e não poder dar atenção nem tempo. Só com muito apoio mesmo. E isso sei que neste sentido ninguém está na minha frente, pois ninguém tem a mulher que eu tenho.
Este final de semana foi o dia mais difícil de todos. No sábado era a festinha de dia dos pais da escolinha da minha chumbrega. E não fomos por causa da aula. O sentimento por dentro era nada em relação ao que sentiria no domingo. Acordamos, e após um rápido café da manhã e 5 minutinhos de brincadeira, o papai sai para mais um dia inteiro de aula. Ao chegar lá, ao menos vejo vários na mesma situação que eu, e a dor é dividida.
Mas o que ninguém lá dividia comigo era o privilégio de ter a mulher que eu tenho.
Ao chegar ao intervalo para o almoço, abro a porta da sala, quem vejo? A pequena Lara chamando “papááái” com um presentinho na mão e sua mamãe logo atrás. Demorei a acreditar, mas era aquilo mesmo. Elas foram lá de surpresa para almoçar comigo. Dentro os mais de 100 alunos, alguns comentários “nossa, que linda ela, veio comer com o papai”, outros “dava tudo pra meus filhos estarem aqui também”.
E o sujeito aqui se sentindo o marido e pai mais amado do mundo.
Não pudemos comer descentemente, porque o centro do rio não tem nada aberto aos domingos, mas foi o MC Donald mais gostoso que já comi na vida.
Meu amor, obrigado por existir, ser minha esposa e obrigado por me dar essa filha tão linda.
Eu te amo.
Beijos
do Papai mais feliz do mundo (que ganhou uma polo do Mengão),
Antonio
Lanche saudável
Há 8 anos


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