Lara está próxima de completar 2 anos (como passa rápido) e eu carrego comigo certas culpas por certas coisas não estarem como eu gostaría que estivessem, por certas coisas fugirem do meu controle.
Eu e Vida Minha compramos um apartamento na planta, putz, não se acanhe por esse comentário é PUTZ mesmo com toda letra maiúscula. E como toda obra que se prese, está atrasada e nesse período de espera estamos morando na casa de seus pais, um lugar onde somos acolhidos com muito amor, mas não é o cantinho da nossa família, se é que me entendem.
Eu, Vida Minha e Pequena Lara moramos em um quarto. Enquanto bebezinha, Lara dormia no berço, depois, a pequena (não mais tão pequena) resolveu que não queria mais ficar no berço e dele se atirava, isso mesmo, a Lara aventureira escalava o berço e se atirava no chão, caindo algumas vezes, nunca se machucando, pois havia aparadores ao seu redor e o anjo da guarda de plantão.
Palpiteiros de plantão... tira tudo do berço, protetor, travesseiro, tudo que possa ajudar a escalar.
Tudo já havia sido tirado, inclusive móbile, mosquiteiro, só havia colchão e lençol e ela continuava no seu escalar incessante.
Vida Minha e Eu conversamos e achamos melhor colocá-la em nossa cama, assim evitaria mais tombos e um eventual acidente, onde não nos perdoaríamos.Sabemos que ela tem um baita anjo da guarda, mas VAI QUE....
Só que a pequena está crescendo e eu acho que já está na hora de começar a colocá-la em sua caminha.
Palpiteros de plantão: Moramos em um só quarto, é inviável a colocação de mais uma cama dentro dele.
E fui procurar informações sobre a cama compartilhada, vi que esse assunto é mais polêmico do que imaginava, tem bandeiras de todos os tipos a respeito.
E entre blogs e artigos, achei conforto, sei que achamos conforto para o que nos convém às vezes, mas acho que nesse caso a tal da cama compartilhada pode fazer bem para pequena Lara e que isso pode ser até uns 5 anos. Pedreiros de plantão: não que vocês tenham mais 3ANOS PARA TERMINAR NOSSO APARTAMENTO, e sim que não é nocivo para Lara dormir conosco até os 5 anos.
E que isso pode ser muito bom pra ela até na fase adulta.
As crianças que dormem na mesma cama que seus pais até os 5 anos de idade tem maior probabilidade de se tornarem adultos calmos e saudáveis, dizem especialistas britânicos.
Segundo a Professora Margot Sunderland, do "Centre for Child Mental Health", no Reino Unido, problemas comportamentais futuros podem ser evitados se este tipo de conduta – dormir com os pais na mesma cama – for adotado.
Estudos mostraram que, a sensações experimentadas pelos bebês que dormem sozinhos, seriam tão danosas, quanto uma separação dos pais, aumentando assim a produção de hormônios liberados em situações de estresse.
Obviamente, cuidados devem ser tomados para se evitar que a criança fique com sua respiração prejudicada, ao ser comprimida por um de seus pais contra o leito.
A informação foi divulgada na edição eletrônica da revista "British Medical Journal".
Pesquisa de Harvard diz: Crianças precisam de toque e atenção
By Alvin Powell
A postura americana “deixe-os chorar” para com as crianças pode causar mais medos e lágrimas entre adultos, de acordo com dois pesquisadores da Faculdade de medicina de Harvard.
Ao invés de deixar o bebê chorar, os pais deveriam manter seus bebês próximos, consolá-los quando choram e levá-los para cama com eles, onde sentem-se seguros, de acordo com a pesquisa de Michael L. Commons and Patrice M. Miller do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina.
Os pesquisadores examinaram as práticas educativas aqui (nos EUA) e em outras culturas e dizem que a prática generalizada de colocar bebês em camas separadas – até mesmo em quartos separados - e não responder rapidamente ao seu choro, pode levar a incidentes de stress pós-traumático e transtorno de pânico quando estas crianças chegam à idade adulta.
O stress precoce resultante da separação causa mudanças no cérebro infantil que os tornam adultos mais suscetíveis ao stress em suas vidas, dizem Commons and Miller.
“Pais deviam reconhecer que deixar seus bebês chorando desnecessariamente prejudica o bebê de forma permanente.” diz Commons. “Isso modifica o sistema nervoso tornando-os excessivamente sensiveis a traumas futuros.”
O trabalho dos pesquisadores de Harvard é único porque tem uma abordagem multi-disciplinar, examina as funções cerebrais, o aprendizado emocional em bebês e as diferenças culturais, de acordo com Charles R. Figley, diretor do Instituto de Traumatologia da Universidade Estadual da Flórida e editor do jornal de Traumatologia.
“É muito incomum, mas extremamente importante encontrar esse tipo de interdisciplinariedade e multidisciplinariedade nos relatórios de pesquisa” diz Figley. “Ela leva em conta as diferenças culturais nas respostas emocionais das crianças e sua habilidade de lidar com o stress, incluindo o stress traumático.”
Figley disse que a pesquisa de Commons e Miller iluminou o caminho para um estudo mais aprofundado e poderia ter implicações para tudo, desde os esforços dos pais para estimular a inteligência das crianças até práticas como a circuncisão.
Commons foi professor e pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina desde 1987 e é membro do Programa de Psiquiatria e Direito.
Miller foi pesquisadora no Programa da Escola de Psiquiatria e Direito desde 1994 e professora assistente de psicologia na Salem State College desde 1993. Ela é mestre e doutora em desenvolvimento humano pela Graduate School of Education
Os pesquisadores dizem que as práticas de educação americanas são influenciadas pelo medo de que as crianças cresçam dependentes. Mas eles dizem que os pais estão no caminho errado: o contato físico e a estabilidade os farão mais seguros e capazes de formar um relacionamento adulto, quando finalmente vão partir por si próprios.
"Nós enfatizamos tanto a independência que isso está gerando alguns efeitos colaterais negativos," disse Miller.
Os dois ganharam os holofotes, em fevereiro, quando apresentaram suas idéias na reunião anual da American Association for the Advancement of Science's (Associação Americana para o Avanço da Ciência), na Filadélfia.
Commons e Miller, usando dados de Miller, trabalharam em cima das compilações de Robert A. LeVine, Professor de Educação e Desenvolvimento Humano da Roy Edward Larsen, que comparou as práticas americanas de criar crianças com as práticas de outras culturas, particularmente o povo Gusii do Quênia. As mães Gusii dormem com seus bebês e respondem rapidamente quando o bebê chora.
"As mães Gusii, assistindo vídeos de mães dos EUA, preocuparam-se com o tempo essas mães levam para responder ao choro do bebê," disseram Commons e Miller, em seu artigo sobre o assunto.
A maneira como somos educados influencia a sociedade como um todo, dizem Commons e Miller. Americanos em geral não gostam de ser tocados e se orgulham de serem independentes ao ponto de isolamento, mesmo quando submetidos a um momento difícil ou estressante.
Apesar do juízo convencional de que os bebês devem aprender a serem deixados sozinhos, Miller disse que acredita que muitos pais "trapaceiam ", mantém o bebê no quarto com eles, pelo menos inicialmente. Além disso, uma vez que a criança possa engatinhar, ela acredita que muitos encontram seu caminho para o quarto dos pais por conta própria.
Pais americanos não deveriam se preocupar com esse comportamento ou ter medo de infantilizar ("embebezar") seus bebês, dizem Commons e Miller. Os pais devem se sentir livres para dormir com seus filhos, para manter suas crianças (toddler não tem equivalente em português, mas são crianças entre 1 e 5 anos) por perto, talvez em um colchão no mesmo quarto, e confortar o bebê quando ele chorar.
"Há maneiras de crescer e ser independente, sem traumatizar os bebês", diz Commons. "Meu conselho é manter as crianças seguras para que elas possam crescer e assumir alguns riscos".
Além do medo da dependência, os pesquisadores disseram que outros fatores têm ajudado a formar as nossas práticas educativas, incluindo os medos de que as crianças possam interferir no sexo se compartilharem o quarto com os pais e os médicos preocupam-se que o bebê possa ser ferido por um dos pais, rolando sobre ele se os pais e o bebê compartilharem a cama. Além disso, o crescimento da riqueza da nação tem ajudado a tendência para a separação, dando às famílias meios para comprar casas maiores, com quartos separados para as crianças.
O resultado, dizem Commons e Miller, é uma nação que não gosta de cuidar de seus próprios filhos, uma nação violenta marcada pelo distanciamento, relações não físicas,
Eu acho que há uma resistência real nesta cultura para cuidar das crianças ", diz Commons. Mas "castigos e abandono nunca foram uma boa maneira de se conseguir pessoas calorosas, carinhosas e independentes ".
*****
Confesso que fiquei muito aliviada ao ler tudo isso, pois dormir com a minha pequena Lara é muito bom.
Beijos Cá e Lá (dormindo juntinhas no aguardo do ap)
Lanche saudável
Há 8 anos


Um comentário:
Eu não curto muito dormir com a Clara, pois eu e ela somos muito espaçosas (rs). Marido, então... Então não tem como, falta espaço, ficamos apertados, não conseguimos nos mexer direito. E ela dorme desde sempre em sua cama (antes berço). Mas acontece de uns tempos para cá da pequena aparecer no meu quarto às 5h e já ir escalando a minha cama e deitando no meio de nós dois. Quando é assim eu não ligo, pois não é a noite inteira. Se acontece no meio da noite eu a levo de volta.
Mas eu não vejo grandes prejuízos quando isso não segue "a vida toda" da criança (digo porque conheço uma moça adulta que até hoje dorme com a mãe, aff, rs). As crianças crescem...
Acredito que você possa levar dessa forma se não há possibilidade de colocar uma cama de solteiro para ela aí. Eu passei a minha do berço para a cama o dia que ela se atirou de cabeça do berço no chão... Contei no blog.
Quando estiverem perto de se mudar, comece a falar empolgada que ela terá o próprio quarto, uma cama nova bem linda, etc, etc e, na mudança, tenho certeza que ela irá se orgulhar de dormir na nova cama e não haverá problemas.
A minha madrasta antes de casar com o meu pai era mãe solteira e vivia o mesmo caso que o seu. Dormia com a filha no quarto dela na casa da mãe. O dia que casaram, ela pensou que teria o maior problema com a mudança da filha para o próprio quarto. Quando falou para ela que ela iria dormir na sua caminha aquela noite, ela respondeu "Ai, que bom!!!!!!!!!". rs. Tinha então 5 anos.
Beijos.
Postar um comentário